Em 2017 disse em artigo que a prefeitura de Salvador estava perdendo ótima oportunidade não aproveitando a festa de fim de ano para divulgar o que a Bahia também têm em suas manifestações musicais.
Este ano de 2018 foi montada uma estrutura belíssima, local diferente e, tendo a informação de que dos cofres públicos form investidos 12 milhões de reais fiz algumas reflexões:
1. O povo precisa de festa sim, talvez não 5 dias (exagero), sabendo que teremos mais de 10 dias de festa já em fevereiro;
2. Não questiono os valores mas sim sua distribuição e, pra não ficar no discurso crítico por si só, apresento sugestões, vejamos:
a) a prefeitura tem uma divisão geopolítica interessante para processos de gestão abrangendo toda dimensão da cidade e a subdividiu em 10 grandes regiões: subúrbio I e I, cajazeiras, cabula, itapuã, liberdade, são caetano, centro, orla e pirajá.
b) em cada uma dessas regiões deveria ser montada uma estrutura padrão para que a festa de reveillon alcançasse toda a cidade inclusive mantendo a estrutura da orla.
c) em cada região teria a obrigatoriedade de abrir os shows sempre uma atração local,
d) se estabeleceria um teto de 150 mil para os artistas em evidência e a complementação dos cachês seria pela iniciativa privada e assim, Anita, Ivete, Safadão, Jorge Mateus, Pablo Vittar tocariam no mesmo horário e em locais diferentes ; seria ótimo ver Jorge e Mateus no subúrbio, Anita em cajazeiras, Ivete na liberdade...
e) na orla, além da estrutura que foi montada , na região da barra teria como colocar 4 palcos intinerantes ao longo da avenida oceânica com estilos musicais diferentes pois o que se viu foram as pessoas carentes de um som para abrilhantar a chegada do ano
f) atendidas estas propostas, paralelamente, desses mesmos 12 milhões e sem piegas, daria pra colocar ar condicionado em todas as salas de aula do município (acabando com as saunas de aula); daria ainda para oferecer a cada policial um "prolabore" de 1000 reais de incentivo; poderia ainda incentivar as próprias empresas de ônibus, colocando ar condicionado em todos os ônibus da cidade; e isso não chegaria na casa dos 2,5 milhões. Teríamos pra festa de 2 dias no máximo, 9,5 milhões. Com o aporte da iniciativa privada faríamos sim um enorme reveillon onde talvez, não atraíssemos 2 milhões de turistas como foi ventilado na midia ( números questionáveis) mas sem dúvida veríamos uma cidade inteira se sentindo contemplada numa conciliação de festa e benefício imediato através do dinheiro público.
Por fim, seria interessante os agentes do governo municipal parar com esse discurso fabricado de que "é o melhor reveillon do mundo", " o melhor da história" " o melhor de todos os tempos" pois, além de ser um clichê barato, até os números desqualificam esse discurso pois se por aqui se reuniu 700 mil pessoas no dia 31, no Rio de Janeiro foram 2,4 milhões, em Santa Cataria , Recife e Manaus, 1 milhão cada uma....Então, menos marketing e mais ações efetivas fará bem inclusive a atual administração.

Nenhum comentário:
Postar um comentário